A obesidade e o sobrepeso são problemas de saúde que afetam cada vez mais brasileiros e que são marcados por uma quantidade excessiva de gordura no corpo, atrapalhando o funcionamento de diversos órgãos. Enquanto a obesidade é considerada uma doença crônica, o sobrepeso é uma condição menos grave. No entanto, ambos devem ser tratados com seriedade.
Sheila S., de 29 anos, estava incomodada com os impactos do sobrepeso em sua qualidade de vida e decidiu se consultar com um especialista para avaliar as opções de tratamento. “Eu ficava muito cansada e tinha pouca disposição. Sentia muita dor nos joelhos e o peso dos seios dava uma dor nas costas muito intensa”, afirma a moradora de São Paulo.
“Procurei o médico por uma questão de saúde mesmo. Ele pediu para fazer vários exames e a gente viu que eu precisava emagrecer alguns quilos”, diz a assistente de pessoal. Depois de obter resultados insuficientes com o primeiro tratamento, seu médico indicou outra medicação que ajudou a paulistana perder três quilos em apenas um mês.
Ao longo dos oito meses de tratamento, Sheila emagreceu 10 quilos, o que já representa ganhos significativos para sua saúde. Segundo a endocrinologista Daniele Zaninelli, eliminar apenas 5% ou 10% do peso do corpo diminui consideravelmente os riscos de complicações da obesidade, como hipertensão e diabetes.
No entanto, a perda dos 10 quilos não significa que o tratamento deve parar. “O período que se segue à perda de peso, ou seja, a fase da manutenção, exige os mesmos esforços e cuidados da fase inicial, incluindo cuidados alimentares, exercícios físicos e, frequentemente, a continuidade do uso de medicamentos”, diz Daniele. Sheila, por exemplo, tem praticado atividades físicas e mudou sua alimentação, diminuindo a quantidade de comida nas refeições, especialmente de alimentos doces.
Dra. Daniele Zaninelli é endocrinologista formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e atua em Curitiba. CRM-PR: 16876
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